5 perguntas durante uma entrevista de emprego

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Marcelo Bizarro


Algumas perguntas são muito comuns em uma entrevista, por isso selecionei 5 delas para dar respostas mais completas. Espero que vocês possam me conhecer um pouco melhor profissionalmente com isso.

1 - Quais seus pontos fortes?


Criatividade, Aprendizado e Adaptação.
Minhas primeiras lembranças são desenhando na sala da minha casa, onde comecei a ouvir que era muito criativo. Eu desenhei, pintei quadros, toquei em bandinhas de garagem, fiz teatro (...) mas a criatividade foi muito além disso. Criatividade é dar soluções impensadas para problemas rotineiros e acho que sou bem bom nisso.
Eu tenho um monte de cursos, mas aprender vai muito além de ter vários diplomas. Aprender é absorver algo e integrar aquilo ao seu sistema. Sou uma "metamorfose ambulante" estou sempre mudando meus conceitos com coisas que aprendo.
E "resiliência" é a palavra da moda e, por mais clichê que seja, isso sempre se fez presente na minha história.

2 - Quais seus pontos fracos?


É uma pergunta horrível de se fazer, mas vamos lá:
Eu diria que sou muito tímido, mas é mentira. Porque o teatro me curou desse mal e infelizmente não posso mais usa-lo em entrevistas de emprego.
Passei por muitas situações profissionais que exigiram muito de mim e tive êxito nelas, com isso criei uma "síndrome da invencibilidade" que me faz acreditar que eu posso resolver qualquer problema e isso é muito desgastante. As vezes temos um problema que outra pessoa está pronta para resolver e acabo fazendo um esforço desnecessário para resolver aquilo.
No entanto, tenho aprendido a trabalhar melhor em equipe e entendido que todos estamos aqui para entregar soluções.

3 - Como você se imagina no futuro?


Dando palestras em eventos sobre como depois de ter recebidos tantos "nãos" eu agarrei a melhor oportunidade que me deram e transformei aquilo no sentido da minha vida. Quero ser um case de sucesso e poder chegar lá no topo devido ao mérito de todo meu esforço.

4 - Como você lida com conflitos?


Eu sou uma pessoa muito calma, quando estou errado peço desculpas e quando estou certo tendo mostrar a minha visão da situação. Trabalhei muitos anos diretamente com obras e as vezes eu era mais duro, porque a situação exigia. Mas no geral eu tento ouvir, entender o lado oposto e buscar o caminho ideal.
Durante minha vida acadêmica eu quase sempre fui o representante de turma, algumas vezes eu nem queria, mas os meus colegas de classe me elegiam assim mesmo. Motivo? Me dava bem com todos os grupinhos da turma e quando havia algum conflito de interesses ter alguém neutro era sempre bom para nortear a solução.

5 - Qual o maior elogio que você já recebeu?


Eu trabalhava na fiscalização de contratos facilities da Transpetro em Cabiúnas-RJ. A unidade iria deixar de ser Transpetro e passar a ser Petrobras, justo na época em que a "Operação Petrolão" estava forcando muitas mudanças na estrutura da empresa. Muita gente seria dispensada, por estar alocada em contratos de empresas investigas e o trabalho não fluía. Fui contratado já sabendo que em breve seria dispensado, mas eu estava muito grato por estar ali trabalhando e não me deixei abalar.
A equipe de fiscalização começou a achar que eu era algum tipo de "espião" e começaram a me excluir. Aliado a isso, meu chefe pediu que eu auditasse os contratos de toda equipe e a situação foi ficando cada vez complicada. Eu estava me sentindo muito mal e pedi ao meu chefe que me locasse em outro setor.
Vagner Stephanus, era um cara muito fechado e que parecia que nada era bom o suficiente. Trancou a porta do escritório, fechou as persianas, subiu o tom da vez e foi então que ouvi a melhor coisa que alguém já me disse na vida:
"Marcelo, quem trabalha incomoda e você incomoda pra caramba! O tempo inteiro você está correndo atrás e saindo pra resolver um monte de pepino que aparece. Toda reunião gerencial que eu vou, escuto que você foi lá na sala de fulano e de ciclano pra resolver alguma coisa. Não se importe com o que o pessoal acha de você, eles vão se acostumar a ter gente boa trabalhando aqui e você vai continuar nessa equipe."
Por fora eu agradeci pelas palavras, mas por dentro eu chorava como um bebê. Foi a melhor coisa que já ouvi e talvez isso tenha reforçado bastante a questão da "síndrome da invencibilidade" que falei no item nº 2.

Questão Bônus: Qual animal você seria?


Eu sempre achei que essa pergunta não fazia muito sentido, mas pior ainda são as respostas.
"Uma águia, para ter uma visão mais ampla" - Claramente essa pessoa não levou em consideração que uma águia tem a visão mais apurada apenas porque ela precisa se alimentar. Será que essa pessoa quer ter uma super visão para comer ratos, cobras e pombos? Uma visão incrível para comer pombos!?
"Um gnu, pois eles são na natureza os seres que melhor trabalham em equipe" - Herbívoros não tem o cérebro muito evoluído, pois eles não precisam articular uma estratégia para poder caçar o seu alimento. E gnus, por sua vez, possuí um cérebro tão pouco evoluído que precisam de andar em grupos enormes, pois eles possuem uma baixíssima capacidade de reconhecer riscos. Eles morrem aos montes e tudo bem, porque existem mais centenas deles para repetir os mesmos erros e que irão mata-los novamente.
Ok, mas ainda assim você não respondeu. Qual animal você seria?
Um Tiranossauro Rex! Porque se é pra ser um animal, eu prefiro ser um que levou uma vida que nós não fazemos a menor ideia e que talvez tenha sido uma das especieis mais extraordinárias que já habitaram o nosso planeta. Imagina que incrível você descobrir que em uma vida passada você foi um Tiranossauro Rex.
Imagina seu cunhado falando que é descendente de italiano, quando você: "E eu que já fui um Tiranossauro Rex?".




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